eis-me aqui
tal
qual
não deveria.
as espadas repousando nas carraras frias
odiando o próprio ódio.
atento às faces obscuras
de um prazer insipto
sigo descendo
áspero
minha própria garganta.
meu vício
em minhas palávras:
tendões tremulam em tinta.
o pobre mapa desdefine o objeto-caminho
pois seu papel é bom apenas para a tristeza.
às águas da Guanabara
lanço palavreados
quais balas.
os pensamentos, lâminas,
me cortam a glote.
choro e sangro à inocencia
estupido
da minha nova morte.
(6/10 de agosto de 2008)
sábado, 9 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
janelas
nesse grito escrito, desaflijo.
escrevo e olho
mesmo não estando.
nesse grito escrito clamo asas
ou tempos
- eu em pés de mim mesmo não estou bastando.
à janela acesa de um museu meu olhar dirijo e vejo dois morcegos rangerem um vôo manso
enquanto a flauta que escuto desafina.
da janela apagada na janela acesa
caminho parado
lembrando da boca úmida que água a minha
dos olhos doces nos quais sou menina.
(junho de 2008)
escrevo e olho
mesmo não estando.
nesse grito escrito clamo asas
ou tempos
- eu em pés de mim mesmo não estou bastando.
à janela acesa de um museu meu olhar dirijo e vejo dois morcegos rangerem um vôo manso
enquanto a flauta que escuto desafina.
da janela apagada na janela acesa
caminho parado
lembrando da boca úmida que água a minha
dos olhos doces nos quais sou menina.
(junho de 2008)
condução
minha memória me abre sorrisos
com o tempo de passar por baixo da roleta.
a criança que vejo hoje
é ontem.
(09 de abril de 2008)
com o tempo de passar por baixo da roleta.
a criança que vejo hoje
é ontem.
(09 de abril de 2008)
sobre a poesia e a bosta
sobre a poesia e a bosta:
o ato de cagar
é poesia.
despe-se das insignificâncias
de início.
não interessam para nada.
o cérebro vira estômago -
que é onde borboleteiam os sentimentos -
até o corpo
as entranhas do corpo
explodirem
lançando ao mundo o que desgrada
todo o mundo.
mas, para o autor
é alívio.
(março / julho de 2008)
o ato de cagar
é poesia.
despe-se das insignificâncias
de início.
não interessam para nada.
o cérebro vira estômago -
que é onde borboleteiam os sentimentos -
até o corpo
as entranhas do corpo
explodirem
lançando ao mundo o que desgrada
todo o mundo.
mas, para o autor
é alívio.
(março / julho de 2008)
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